22 de fevereiro de 2014

Kiev parece brilhar aos olhos de alguns, mas esse é o mundo que criamos?

Meu pai diz que não devemos jogar pérolas aos porcos, concordo, mas acho que não se aplica nesse caso.
Eu vejo as pessoas vociferarem "Não vai ter copa!", e penso: Quem as autorizou a decidir pela maioria? Concordo que não deveria ter Copa, mas isso teria que ter sido feito lá atrás. Hoje é só oportunismo político que foi encrustado na cabeça da população - por ter uma raíz muito forte, correta e uma vontade real da população, mas tardia.

Devemos cobrar tudo isso! Devemos inclusive impedir que mais faraonismo seja feito, mas quebrar tudo, por fogo em tudo é também um faraonismo orquestrado para a mídia internacional - criticam tanto a mídia, mas se exibem para a internacional. Seria inanição ver coisas ocorrerem e pensar que se resolverão por si só, e se não se resolverem?


Eu penso que, se eu tenho uma opinião, eu preciso manifestá-la, principalmente quando vejo coisas com as quais eu decididamente não concordo.

Eu vi algumas (excelentes) fotos  sobre Kiev (http://www.bitaites.org/fotografia/batalha-de-kiev-em-10-fotos) e li os comentários - eles são mais impressionantes que as fotos - e me faço sempre a mesmas perguntas: 

A culpa é sempre dos outros né? Obama, mídia, sistema, povo burro, uma força maior…

Quem disse que a polícia não percebe que ela tbm faz parte do povo? E se ela percebe, se ela conhece, e não concorda?

Fala-se da mídia, que a mídia tende para A, para B, para C … logo, se a mídia “tende” a todos os lados, sera que ela realmente tende para algum lado?

Eu vejo essas manifestações, muitas … já recebi 200 convites de manifestações, mas nunca recebi um único convite para propor soluções.

Lavagem cerebral? Acho que vai depender do quanto vc quer ser influenciado (mas aí dirão que a maioria do povo é manipulável…) tá cheio de gente por aí com saudade de MMDC, da revolução, da bastilha, da ditadura, achando os Anonymous um deuses, achando os BlackBlocks os imperadores da Anarquia – que entende que o povo se governará, mas eles fazem o que querem sem consultar ao povo – e por aí vai.

Vivemos um momento em que, porque sentimos falta de fazer algo maior nos revolucionamos, ao invés de fazer algo maior …

Essas fotos de Kiev não me parecem mostrar um mundo melhor, mas sim um mundo pior. Entendo que a Ucrania tem sérios problemas e que talvez tenham chego ao limite, mas ainda sim, não me parece o mundo que eu quero criar …


por: Conrado Tramontini

19 de janeiro de 2014

Sobre a geração nem-nem e até os rolezinhos.

Vou pegar o gancho dos rolezinhos para falar de algo relacionado, mas não restrito a eles, abrangendo também a tal geração "nem-nem" - nem estuda, nem trabalha - e traçar um comparativo com a minha juventude. Não penso que esse pessoal que organiza os "rolezinho" estão completamente errados. Todos nós já fizemos rolezinho, mas em sua forma crua. O que vem depois que o rolezinho toma corpo é que é o problema.

Sempre fui a favor da mulecada brincar, sair na rua, se divertir - gazetear como já ouvi - mas isso tem um limite que é o respeito pelos outros.

Mas ocorre que estão estendendo e generalizando a questão. Tem gente que acha desculpas nisso - falta isso, falta aquilo. Realmente falta, mas os melhores momentos de minha juventude ocorreram nas ruas, muitos até, na frente da minha casa.

Outros acham oportunidades de explorar isso politicamente - são pretos, são probres, são da periferia, etc. Realmente são, mas a maioria dos jovens que frequentam os shoppings - como o Itaquera e o Tatuapé - também são!

Obs: Aqui ainda me espanta outro ponto: Se as pessoas pobres são discriminadas, o branco pobre é mais discriminado ainda!

Ontem eu estava no Shopping Anália Franco (um Shopping mais requintado, mas nem tanto) e me coçava para não tirar foto da mulecada que estava lá - como sempre estiveram - não tinha brancos e negros, pobres ou não, todos juntos, sem NENHUM problema.

Um desses rapazes do rolezinho disseram gastar todo o salário (não me recordo, mas era algo como R$400,00) em roupas, bonés e etc. Esse é outro ponto que me chama muito a atenção - e é um ponto que eu pego mal com o funk e outros tipos - é esse incentivo ao consumo. Fazemos isso logo ao mencionar "pobre", "uns com muito, outros com tão pouco", "distribuição de renda", estamos falando de posses, de quem tem o que e isso é realmente importante? O problema não é o cara ser pobre ou rico, acho que o grande problema é a desigualdade social, a falta de estrutura.

Esse conceito faz parecer que precisamos ter um iPhone, uma TV gigante e coisas do tipo. Não é isso, o que todo mundo tem que ter é condição social. Água encanada, esgoto tratado, qualidade de vida, transporte, acesso a serviços de saúde, roupas sim, comida sim, acesso a lazer de qualidade ... resumindo, dignidade e respeito! Um iPhone não traz isso para ninguém.

Lembro das fotos de quando o meu pai era criança e morava em um cortiço, ele sempre me falou que meu avô o levava para trabalhar desde cedo e ele sempre estudou muito e começou a trabalhar desde cedo e partindo daí criou 3 filhos. Lembro quando ele tinha um Corcel azul e o esforço que ele fazia para nos dar boa condição de vida e isso quer dizer roupas, uma casa alugada, comida e nada luxuoso.

Meu pai sabia quais eram as prioridades em 10 anos talvez pudesse trocar o carro, presentes só nas data. Nunca foi de comprar coisas para ele, muito menos novidades. Minha mãe costurava muito de suas roupas e cortava nossos cabelos.Certa vez eu pedi algo a ele e quando eu cobrei eu disse "mas você prometeu!" eis que ele me respondeu "então estou desprometendo". Vendia as licenças a que tinha direito. Mas sempre nos incentivou a trabalhar e estudar.

Foi seguindo assim que conseguiu pagar escola e depois a faculdade para todos nós. Trabalhou muito, mas nunca deixou de nos ensinar, educar e corrigir. Meus pais sempre fizeram questão de ser o mais íntegro que pode, virava horas nos ensinando. Erraram, sim, com certeza em muitos momentos e até os seus erros nos ensinavam muito, com os erros eu via o que eu queria para mim e o que eu não queria, então não é porque eles faziam algo que eu faria também, a decisão é nossa.

Certa noite, meus pais estavam brigando com minha irmã na sala da casa em que morávamos, eu e meu irmão corremos para lá, só para assistir. Nos ferramos, entramos na dança. Outra vez eu e meu irmão estávamos brigando e meu pai deu uma lição nos dois, aquilo me chateou muito, por obrigar meu pai a passar por aquilo, como no casa em que, com algo em torno de 15 anos irritou muito minha mãe, a ponto dela me dar um tapa. Claro que nem senti o taipa, mas eu, um marmanjo com 15 anos levar minha mãe a aquele ponto me fez chorar copiosamente.

Quando minha irmã engravidou aos 15 anos, a primeira coisa que fez foi arrumar um emprego para mim, então com 14 anos eu passei a, ao sair da escola, atravessar a cidade em que eu morava (30 mins de caminhada)  para um escritório onde certamente eu aprendi muito e cresci - foi um divisor de águas sem dúvidas - mas também nunca deixei de me divertir. Desde então eu sempre trabalhei, mas sempre tive tempo para brincar com meus amigos na rua, em casa, na escola, onde fosse.

Outra coisa que aconteceu foi que meu pai comprou um terreno para construir uma casa para minha irmã. Todo final de semana eu, meu irmão (12 anos) e meu pai iamos as 07h da manhã para esse terreno construir a casa que seria da minha irmã.

Nenhum de nós cresceu revoltado, muito pelo contrário, todos os dias eu penso como eu posso contribuir para um bairro melhor, uma cidade melhor, um país melhor. uma sociedade melhor e uma humanidade melhor.

Meus país nunca impuseram filosofias, religiões ou ideologias, ao invés disso, nos ensinaram a aprender e pensar, a participar e cobrar. Ensinaram o certo e o  errado. Desafios e barreiras existem e talvez para mim seja mais fácil falar, meu pai talvez possa enxergar isso diferente, pois eu cresci sobre os seus ombros, mas mesmo pensando a partir do ponto de vista dele, vejo muito desses argumentos - de que falta isso, de que a elite ou o governo aquilo - apenas como muletas.

Sou a favor de o adolescente ter direito a trabalhar e tem que estudar, acho que os governos tem a obrigação de fornecer estrutura para todos e sei que ainda falta muito - inclusive trabalho - mas isso nunca foi abundante nem para o meu pai, nem para mim. É necessário suar e buscar, usar a energia para nos desenvolvermos.

Não é o que você tem, mas o que você faz e me parece que ainda tem gente que está preso nisso. Eu estou escrevendo isso na esperança de que possa mostrar um caminho a alguém, nunca foi fácil, mas se quer mudar é assim que será.

P.s. depois de escrever esse texto, cheguei a conclusão que o que esse pessoal procura e precisa, não está nas ruas - nem nos shoppings - está em casa, não necessariamente a casa, mas onde seja um lar.

por: Conrado Tramontini

21 de dezembro de 2013

15 de dezembro de 2013

Para aproveitar melhor: Faixa de ônibus para as motos.

Via twitter, enviei uma mensagem a CET sugerindo que libere as faixas de ônibus para as motos.
Isso por alguns motivos: As motos usam os corredores entre os carros, espremendo os carros de um lado enquanto os ônibus espremem de outro; Existe um intervalo de ônibus em que as faixas ficam ociosas; tirando as motos dos "corredores" diminue-se o número de colisões carro-moto que aumentam os congestionamentos; enquanto as faxias estão vazias, são usadas por espertinhos e a CET não tem competência de fiscalizar; e por aí vai.


Riscos para as motos? Avalio que menores do que nos "corredores". Elas são mais rápidas que os ônibus então não atrapalharam os ônibus; ao ultrapassar um ônibus, mudam de faixa - muito melhor do que o "corredor", então acredito que não trariam impacto e além disso, diminuindo a ociosidade da faixa, evita-se os espertinhos.

A resposta que recebi da CET foi que "as faixas são exclusivas dos ônibus". São mesmo?
Alguém concorda? Se concordarem, sugiram o mesmo a CET.

por: Conrado Tramontini

4 de dezembro de 2013

É tudo mentira, é tudo verdade?

Existe um fenômeno - se é que se pode chamar assim - que pode ser percebido por aí, que é o ato de se desacreditar nas coisas "oficiais".
Nada mais é real. Jornais, revistas, Tevês, diz-se que tudo é comprado e manipulado. Tudo faz parte de um grande esquema mundial.
Para as pessoas que pregam isso a verdade está - pasmem - em um grupo anônimo, em uma postagem de Facebook.
Até entendo a desconfiança de que valores e ideologias pessoais podem estar fazendo a tinta ficar mais carregada, mas até hoje a maioria dos que bravateiam manipulação, nunca tiveram argumento para negar que a matéria tenha sido verdade.
Eu fico realmente irritado com esse movimento "mate o mensageiro" que encobre a verdade fingindo arruinar a mentira e caminha ao lado de culpar os subjetivos "sistema", "mídia" e até o tal do "povo burro" isso terceiriza a nossa responsabilidade.
A culpa não é dos outros, é nossa.

O esperneio do momento ainda permanece sendo o julgamento do Mensalão.

Dizem que Joaquim Barbosa fez um espetáculo. Que ele manipulo.
Ele? Ao que acompanhei, todos foram acusados, defendidos, codenados, embargados, revistos e por fim tiveram suas sentenças definidas por um colegiado, por 12 ministros, juízes do Supremo Tribunal Federal, e não apenas por Joaquim Barbosa, que se absteve do direito de impor sua vontade.

Outra coisa é que dizem que tudo foi feito pela mídia, pela burguesia.
Então todo mundo mentiu, acusação, juízes, jornal, rádio e Tevê. Todos mentiram, menos os coitados que foram julgados culpados pelo tal colegiado? Só eles dizem a verdade. Inclusive aquele que após tudo isso, recebeu uma proposta para trabalhar num hotel muito suspeito.

É como a história de dizer que a ida do homem a lua é uma fraude. Apresentaram vários "fatos" para provar isso. Houve vários argumentos derrubando esses "fatos", mas dia desses li o principal deles: A União Soviética (na época), estava em uma corrida espacial com os Estados Unidos, monitorando fortemente tudo o que ocorria e conseguia interceptar e identificar a origem de toda a comunicação.
Se a ida a lua, transmitida ao vivo, fosse uma farsa, a União Soviética seria a primeira a gritar.

Se algum meio de comunicação publicar uma matéria falsa ou mentirosa, cabe um processo dos bons. Isso é completamente cabível, e não, não configura censura.

por: Conrado Tramontini

12 de setembro de 2013

Defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo...

Eu definitivamente sou um filósofo de chuveiro. É durante o banho que tenho idéias que mais acho interessante, porém as perco porque molho o papel em que as anoto.

Foi em um momento desses que lembrei da frase de Pitágoras que diz:

 "Não é quem disse, mas o que foi dito"
Sábio Pitágoras né? Se você disse "sim" eu fico orgulhoso, porque Pitágoras nunca disse isso (eu acho) essa frase é minha e foi pensada em um desses grandes momentos de assepsia e esfoliação.

Vou repetir para garantir, anota aí que o crédito é meu!

Por quê toda essa baboseira? Porque hoje li uma matéria da Superinteressante (Eles nunca disseram isso) sobre frases célebres que nunca foram ditas e isso vai muito de encontro com o tal pensamento que tive.

Nas redes sociais da vida, vemos muitas pessoas repetindo uma frase - ou criando textos novos - só por conta do nome entre parenteses.

Quantos Veríssimos ou Jabors correm solto por aí sem realmente sê-los.

Ou seja, se Einstein alguma vez disse uma bobagem imensa, todo mundo vai abraçar só porque foi ele quem disse, já se o Zé da esquina disser algo que pode mudar o mundo, ninguém replicaria porque o autor não é famoso.

E não deve ser assim. Não aceitem "carteiradas" e pensem mais no conteúdo (da mensagem, não da carteira).

por: Conrado Tramontini

7 de setembro de 2013

Manifestar-se é um início, mas não é o agente da mudança.

Essas pessoas não vão mudar o Brasil.

O que vai mudar indo em direção ao desfile do 7 de Setembro ou em direção a polícia?

Qual o objetivo, a pauta ou a revindicação a ser feita a polícia ou ao desfile?

Essas pessoas estão buscando o conflito e isso não vai mais levar a lugar algum.

Antigamente derrubaram a bastilha e o muro de Berlim pois eram edificações que representavam o tema ao qual o povo era contrário As pessoas só estão agendando manifestações.

Já recebi muitos convites para manifestações, para parar o Brasil, mas não recebi nenhum convite para um debate, para encontrar soluções reais para os problemas.

Estamos apenas nos esperneando e não pensando e trabalhando.

Eu falo e escrevo sobre isso a muito tempo e tenho percebido que existem mais pessoas conversando sobre isso, mas a grande maioria só quer ir para a rua protestar.

Tenho colocado muitos argumentos como esses nos grupos dos protestos expondo minhas idéias e convidando a todos para pensarem nesses pontos e agirem também pelos outros meios, para não apenas revindicarem e terceirizarem as ações aos políticos, mas para agirem.

A mudança dará pela mudança de comportamento e por uma participação real do povo em corrigir os problemas.

 por: Conrado Tramontini

6 de setembro de 2013

Teoria da conspiração: Urna eletrônica manipulada.

As urnas são uma fraude, são manipuladas!

Tanto que o antigo governo federal do PSDB as manipulou para poder permitir que o PT vencesse.

O mesmo ocorreu quando o atual governo federal do PT as manipulou para que Geraldo Alckmin, do PSDB, fosse reeleito como governador de SP.

Faz todo o sentido, não faz?
Não, não faz ...

Hoje se dúvida de tudo, simplesmente por duvidar. Não existe mais verdades e não é que se tem provas contras - as vezes nem há indícios - é simplesmente a vontade de se viver num mundo distópico e conspiratório.

Generaliza-se tudo, culpa-se tudo e infelizmente, não se pensa em nada.
É um estranho comportamento de manada onde corre-se igual um louco de um barulho que não se ouviu.

Para deixar claro, eu não vejo indícios de fraude nas urnas eletrônicas. O TSE fez ações com profissionais de segurança - se você for de Hollywood pode chamar de hackers - e um deles só consegue alguma intervenção em cenários muito específicos.


por: Conrado Tramontini

1 de setembro de 2013

O mesmo lugar, muitas visões.

Mesmo lugar, muitas visões.

Penso muito sobre o fato de fazer muitas fotos do mesmo lugar, mas a cada dia que eu olho, vejo uma paisagem diferente, vejo algo novo.

É o mesmo lugar, são os mesmos prédios, o mesmo céu (outra luz, outras nuvens sim, mas o mesmo céu), o mesmo ângulo.

Então, como pode ser diferente? O que muda?

A diferença quem faz sou eu, quem muda de verdade sou eu.
A cada dia tenho uma nova ideia, uma nova visão, um novo sonho, uma nova realização, um novo sentimento.

por: Conrado Tramontini

4 de agosto de 2013

O motorista e o monstro.

A capa da Veja de hoje compôs a imagem um revolver usando imagens de carros e essa é a analogia mais exata.

O carro é como um míssil de impacto. Ele não explode, mas lança sobre você meia tonelada de material perfuro-cortante, recheada de combustível que pode transformar uma pessoa em uma massa de carne e ossos.

Tenso demais né? Mais é verdade, dependendo de quem está ao volante.

Normalmente o carro é apenas um veículo, que facilita a locomoção sua e de sua família ao mercado, a uma praça ou parque, a uma festa ou a visita aos seus avós de forma confortável e prática.

O problema é que alguns imbecis enxergam o carro como uma compensação ao pênis (psicologicamente falando). Um exosqueleto que lhe confere potêncial, velocidade, poder e - aos olhos do imbecil - o torna atraente.

É aí que está o problema. Esse rapaz com problemas psicológicos consegue facilmente uma carta de motorista, através de "n" formas e então saí pela rua se exibindo garboso e poderoso, competindo com outros condutores e pelo caminho pode encontrar público ou até um oponente e aí o veículo, que se move livremente e não em trilhos, fica completamente a mercê da imbecilidade humana e pode se projetar sobre outro veículo ou pessoas e BUM! Não sobre muito para contar história.

Facebook: 7 de janeiro de 2012 às 11:21 ·

"Bala de revólver = 5g X 500km/h = 2.500 (Momentum)
Carro = 500.000g X 120km/h = 60.000.000 (Momentum)

Por quê mesmo com a campanha do desarmamento ainda tem tanto imbecil dirigindo um carro?"
Assim como muitos problemas em nossa sociedade atual, o problema se sustenta sobre os mesmos pilares:
1) Corrupção pelam venda de carta de motorista;
2) Impunidade;
3) Má gestão dos orgãos envolvidos;
4) Você que compra carta, que dirige de forma imprudente; que bebe e depois dirige.



 por: Conrado Tramontini

27 de julho de 2013

Apreciando um bom café.

O café bom por natureza / Coffee good by nature.
Sou um grande apreciador de café, por muitos motivos, o sabor sem dúvida é um deles, mas existem outros motivos - alguns bem óbvios - e eu gostaria de examiná-los aqui.

O mais involuntário de todos é que nasci na cidade de Garça, grande produtora de café da melhor qualidade. Claro que esse "vínculo" não se manifestou de imediato no momento do parto, não havia uma mamadeira com cafezinho fresquinho passado na hora.

Se bem que, se pensarmos, pode ter sido transmitido pelo leite materno e aí vem o segundo motivo: Minha mãe é uma grande admiradora de um café com leite, sempre presente no café da manhã e no da tarde. É um hábito quase que religioso.

Nasci em Garça, mas minha família se mudou de lá quando eu tinha 1 ano e sempre viajamos para lá para visitar meus avós e tios e nessas visitas um assunto sempre era presente: O café.

Meu avô materno tinha uma oficina e uma loja de ferragens, a "Instaladora Nosso Lar", cujo clientes em sua maioria eram fazendeiros principalmente de café. Ele produzia roscas e roldanas para transporte, esteiras para a secagem e mais um monte de coisas para a produção do café - hoje eu penso que poderia ter aprendido o ofício do meu avô, que seria uma experiência muito interessante, mas o mais perto disso foi quanto ele me ensinou alguns cálculos relacionados ao raio de engrenagens.

Ainda no âmbito sentimental, era o café preto, em copo pequeno - tipo requeijão - sobre a pia da cozinha que meu avô e meus tios Paulo e Vera carregavam, e a chaleira na cozinha amarela da casa de meus avós paternos.

Só o aspecto sentimental já daria motivos suficientes, mas existem também os fatores sociais, culturais, econômicos, sociais e fisiológicos associados ao café, muitas revoluções (mudanças para melhor) foram idealizadas em torno dessa bebida quente; muitos mercados e cidades - Garça e São Paulo inclusas - cresceram em torno dele; quando o consumimos, ocorre uma revolução em nosso corpo e em nossa mente, movidas por esse estimulante natural.

O café aproxima os amigos, como as caminhadas após almoço que fazíamos no trabalho. "O café é um evento" dizia o Alex Boullosa e o Baluz e lá iamos nós para uma rodada e conversa entre amigos. Também tinha a turma do café que era organizada pelo Nelson Quina. Nós preparavamos o nosso café também dentro do escritório e, apesar da turma, do cliente e do prédio serem outros, criamos uma nova turma do café.

Muitas vezes frase do Baluz e do Boulosa se repete e me leva a convidar os amigos como o Luis Paulo, o mineiro Matheus Pinheiro, o André Medella - que ainda estamos nos devendo - ao evento que é um cafezinho; ou a dividir com a Tânia - minha esposa - os fatos referentes ao hobby que se tornou essa bebida quente.

E voltamos ao início na lembrança de meus avós sempre que vou visitar meus pais ou meus sogros. que, sabedores desse meu costume, me recebem oferecendo o acolhedor cafezinho.

por: Conrado Tramontini

Mais sobre café:

SP Coffee Week

CBN Comida - O café nosso de todo dia
Livro: A história do café.
Livro: Uncommon Grounds
Revista Superinteressante: Cafeína, meu amor
Folha: Um cafezal no meio da cidade de São Paulo
A revolução nos cafés

Dica de leitura para o inverno.: Espere a Primavera Bandini

Para você que está proveitando os dias frios do inverno, recolhido e aquecido em casa, caso esteja procurando um bom livro, minha sugestão vem de um presente do meu amigo André Medella:

Espere a Primavera Bandini - de John Fante

Como eu nunca cheguei a escrever sobre ele, vou usar a sinopse comentários de outras pessoas:



Sinopse - Espere a Primavera, Bandini - John Fante

Romance de estréia do autor, nesta obra ele retrata a vida de um adolescente em uma pequena cidade do Meio-Oeste americano, e mergulha na revolta dos que vivem à margem do sonho americano.

Filho de imigrantes italianos, o alterego do escritor, Arturo Bandini, é o rapaz que enfrenta a miséria e o preconceito em meio ao gélido inverno do Colorado. Experimenta os preconceitos de uma sociedade que partia para a modernidade e para o consumismo, e que tentava deixar de lado todas as minorias que gravitavam ao seu redor.

O conflito de identidade de Bandini vai reaparecer em todos os romances posteriores de John Fante, tornando-se uma das características marcantes de sua literatura.

Espere a Primavera, Bandini - John Fante 


por: Conrado Tramontini

25 de julho de 2013

A linha do tempo de idéias. Postagens políticas em 2004 e 2006.

As vezes não temos idéia de como o tempo arrasta nossos problemas.
Educação de qualidade, combate a corrupção não são atuais, mas você sabe a quanto tempo você debate - as vezes até de uma forma tosca - sobre isso.

O Brasil é sim um país democrático, a questão é que democracia só se faz presente quando o demo - que somos nós - estamos presentes. Se ficamos ausentes, vira outra coisa.

Uma andorinha só não faz verão.


Os três posts abaixo foram recuperados do blog antigo.

O primeiro falava sobre (mais) um novo plano de ação para o ensino público, em 2004

Ensino público

22.6.04

(...)
O governo ao invés de tentar recriar um plano de incentivos - que auxiliou os países europeus, possuidores de mão-de-obra especializada e conhecimento, no pós-guerra - deveria, antes, repensar o rumo da educação do país. Que possui atualmente um sistema de cotas racista, no melhor estilo apharteid ás avessas, e um incentivo aos alunos do débil ensino público a continuar sem aprender, facilitando a entrada, e financiando o curso, em faculdades privadas. Conscientes de que não fornecem, no 1º e 2º grau do ensino público, o nível de qualidade desejado. Só essa revisão poderia criar o conhecimento e a mão-de-obra necessários para que o citado "novo" plano, desse certo. Caso contrário, continuariamos da maneira que estamos hoje. Disperdiçando dinheiro público e oportunidades, e fingindo que ensinamos enquanto os alunos fingem que aprendem e o governo finge que eles passaram de ano.
O segundo era sobre ano eleitoral e uma greve de fome que o Garotinho prometeu que ia fazer (talvez para ganhar votos...) e a sugestão de uma candidatura espontânea, que é debatida hoje.

Ano eleitoral e promessas.

2.5.06

Bom, ano eleitoral é sempre assim. Políticos fazendo promessas (que não irão cumprir) para agradar os eleitores.


(...)

Acho que eu descobri a solução para os problemas políticos no Brasil. Qualquer um que se achar com capacidade para exercer cargo político deverá ser considerado incapaz de exercer cargo político. Imagina, o cara que se acha capaz de ser Presidente, boa pessoa não é. Não senhor. Ele deve ser trancado imediatamente. Mais ou menos como procede no Guia do Mochileiro.

Não iremos mais votar em em políticos! Deveriamos votar em pessoas normais ... até celebridades, mas não políticos. Vale até o Silvio Santos. Certamente o Brasil seria melhor.

As Universidades deveriam fazer uma prova. Um provão ou troço que valha para eleger os políticos conforme as áreas que iriam exercer. Presidente seria do curso de Administração. Ministro da Justiça do curso de Direito, da Comunicação do Jornalismo, Tecnologia da área de exatas e por aí vai.

Ta aí uma boa idéia.
  O terceiro fala sobre o lado bom de uma copa perdida.
Na época eu desconhecia que não existe relação entre a Copa e a eleição (pelo menos quando essa ocorre fora do nosso país).

Melhor assim.

1.7.06

Então o Brasil perdeu a copa do mundo, hein! O tão famoso time das estrelas volta para casa, hein!

Melhor assim. Primeiro porque seria difícil ficar falando "o sonho do hepta". Segundo porque eu comprei minha camiseta no meio do campanha do penta, e ela ainda tem só 4 estrelas. Assim pelo menos o "upgrade" pode esperar mais um tempo.

Outro motivo é psico-político. E política é coisa que brasileiro não liga muito, afinal, eles nem controlam o país mesmo ... deixa para lá.
(...)
 Quarto, Super-nanny para ensinar os políticos que não pode dolar na Cueca, não pode dinheiro para dossiê, não pode "máfia dos sangue-sugas" (no Ministério da Saúde do governo do PT, que agora arruma uma solução para a Saúde)

Como disciplinar políticos rebeldes?

3.10.06

O seu político não se comporta? não te obedece? está te enlouquecendo? Só tem uma solução:

Super-nanny !!!!!

Ela irá ensinar o que é permitido e o que não é permitido para aquele seu político diabinho. E caso ele não se comporte vai para o tapete da disciplina!!!


 E por fim, se você pensa que eu sou um Direitinha Tucano, aqui vai a análise das ações do Alckmin junto ao PCC, em 2006.


Facilitando o voto com base nas ações do PCC

12.7.06

(...)

PT e PSDB ficaram em um jogo de empurra para passar a culpa enquanto os bandidos faziam a festa e, pasmem, preocupados com aparência política, enquanto a cidade fica um caos.

(...)

Para resumir e facilitar o voto: Se Lembo não aceitar, não vote no Alckmin. Se ele aceitar, não quer dizer muita coisa, mas você pode voltar a cogitar o Alckmin

Tudo isso aconteceu lá no passado.

Qual foi a sua atitude de 2004/2006 até hoje? Será que você colaborou para que esses problemas se perpetuassem, ou agiu para resolvê-los?

Por fim, só sair na rua não resolve.
Quebrar tudo, menos ainda - políticos adoram consertar coisas.

O mídia oficial é formada por pessoas, a alternativa também.
Os governos são formado pr pessoas, as manifestações também.

Vento que venta cá é o mesmo vento que venta lá.
Cuidado com a verdade na qual você acredita e replica.
Pense bem, raciocine e só por fim conclua.


por: Conrado Tramontini

9 de julho de 2013

A solução da saúde não é "a" OU "b", mas sim "a" E "b".

Vejo muitas pessoas definindo a situação atual da Saúde no Brasil e considerando uma solução em demérito da outra, como se fosse excludentes e colocando a proposta como dois times:

a) Os que acreditam que faltam médicos e;
b) os outros que acreditam que o que falta é infraestrutura, seguindo assim por um debate polarizado em A ou B.

Dizem que quem menos sabe do mar é o peixe e nesse caso eu teria uma ângulo melhor para analisar o caso, mas não sinto assim. Não sou do setor de saúde, dificilmente utilizo uma entidade de saúde pública e por isso tudo o que sei é o que ouço ou vejo por outros.

Listei alguns pontos que acho importante olharmos para termos mais visão do cenário completo:

Acredito que não há dúvida de que falta estrutura para a Saúde. Muitos dizem que isso ocorre por o Brasil ser um país continental e com cidades em locais tão remotos. Isso é correto. Mas também faltam recursos em hospitais em cidades grandes e regiões próximas.

A falta de recursos tem sido a justificativa para que os médicos não se interessem em atuar nessas regiões, mas a verdade é que sempre haverá a necessidade de médicos nas cidades grandes e por isso pouquíssimos médicos quererão trabalhar em regiões remotas da Amazônia, por exemplo.


Acho interessante o médico militar poder acumular 2 funções e atuar como médico, como estão levantando no governo;

Acho interessante o aluno de medicina de uma faculdade federal fazer residência em algum hospital público, como já foi cogitado a muito tempo atrás;

Acho interessante ouvirmos a informação de que o curso de medicina ser tão concorrido por que em 10 anos foi criado um número pequeno de novas vagas.

Acho interessante recapitularmos que a alguns anos atrás (2006) tinhamos algo chamado a máfia dos "sangue sugas" que envolveu até o Ministro da Saúde (Sanguessugas);

Acho interessante nos lembrarmos do caso do SAMU de Ferraz de Vasconcelos onde médicos adulteravam o ponto (Samu Ferraz);

Acho interessante fazermos uma pesquisa no Google por notícias anteriores onde todo mundo dizia: "Faltam médicos!" (http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2013/07/conselho-de-medicina-vai-investigar-falta-de-medico-no-ps-de-barra-bonita.html) ou daquele neurocirurgião plantonista que "faltou" na véspera de Natal quando a Adrielly morreu (médico falta);

Acho interessante a opinião do Mário Sérgio Cortella, em entrevista a CBN, que disse que um médico estrangeiro pode levar um problema de comunicação médico-paciente, para onde hoje não existe uma relação médico-paciente (Cortella);

E, para finalizar, sugiro que conheçam o trabalho de André François (A Curva e o Caminho).

E coloco a minha conclusão:

Faltam os dois. Faltam Médicos para trabalhar em alguns lugares e recursos (muitos recursos) para os médicos que estão em outros lugares.

por: Conrado Tramontini

15 de junho de 2013

Maturidade e imaturidade

A marca do homem imaturo é que ele quer morrer nobremente por uma causa, enquanto a marca de um homem maduro é que ele quer viver humildemente por uma.
(Wilhelm Stekel)