21 de setembro de 2014

Semáforos, telhados verdes e outras sugestões para o Haddad.

A cidade de São Paulo, é a maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo.

Além disso, a cidade é o centro de megalópole, conhecido como Grande São Paulo e o prefeito da cidade, apesar de ocupar o mesmo cargo que seus outros colegas precisar atuar nas mudanças e situações que a cidade enfrenta de uma forma mais integrada.

A minha crítica ao prefeito Haddad (e outros), não é pela criação de faixas de ônibus ou ciclovias, mas pela falta de planejamento (como pintar as faixas as 20h de uma sexta-feira) e na falta de outras ações.

- Um grande gerador de trânsito é a programação errada de semáforos, a CET deveria atuar olhar para isso também.

- Outro gerador de trânsito, gastos com saúde e perda de vidas (principalmente de jovens, moradores da periferia) são os acidentes com motos, que parecem não terem leis a parte, e andam entre ad faixas. Uma opção seria liberar os corredores de ônibus para as motos que são mais rápidas que os ônibus.

- A distribuição de água é responsabilidade do Estado, mas ela afeta diretamente a cidade. A captação e o reuso da água são opções que poderiam ser incentivadas pela cidade.

- Para reduzir a poluição e melhorar o clima, o prefeito poderia incentivar mais telhados verdes, realidades em muitos lugares.

- Essas duas últimas, ajudam também no combate as enchentes e além delas, a prefeitura poderia incentivar que os estacionamentos da cidade, usassem um solo com grama ao invés de asfaltos.

Acredito que essas são apenas algumas propostas, que poderiam ser praticadas pelo prefeito.

21 de agosto de 2014

O fim da criação

Falando em escrever, isso era algo que esteva escrito nas entrelinhas, talvez a ultima vez que isso ocorreu...

Era um fenômeno estranho, não que a capacidade de criar foi destruída, ela simplesmente evanesceu. Ninguém percebeu isso de imediato, só sentiram a sua falta, como nos jogos, quando reclamaram da falta de musicalidade da torcida, por quê não cantam?, por quê não criam músicas novas? e ninguém tinha uma resposta, talvez porque também não tínhamos mais a capacidade de formular teorias caso contrário alguém teria elaborado uma que observasse como as músicas produzidas naquele período vinham tendo os seus acordes resumidos a apenas meia dúzia de notas, quando muito. Compare as partituras de Villa Lobos ou John Coltrane a qualquer outra coisa produzida recentemente.

O primeiro indício, que ninguém percebeu foi quando as refilmagens começaram a lotar as salas de cinema. Lembra-se disso?  Os filmes sobre quadrinhos foram um efeito paralelo, era a coisa mais interessante que a indústria cinematográfica produzira. Não eram ruins, longe disso, mas tudo era baseado em um trabalho que já existia. Havia algo feito sobre novos livros, aqueles eram os últimos autores criativos que criavam novos universos, personagens e enredos. Aos poucos eles também foram minguando e os próximos livros pareciam sair de máquinas de salsichas; de um lado colocava-se ingredientes parecidos - quando não iguais - e do outro lado saia o livro, ora com mais tempero, ora mais insosso, mais sempre sobre os mesmos ingredientes que em vários eram bruxos, então vampiros depois vários sobre guerreiros, houve aquele que sempre falava de um assassinato ligado a sociedades secretas e conspiração, eram bons, mas depois do primeiro, eram salsichas que não fariam não algum se viessem acompanhado de novidades, mas não era isso que ocorria.

Aqui o efeito era percebido nas novelas, que vez ou outra trazia elementos conceituais, inovadores, mas em sua grande maioria se arrastava em refilmagens apenas com novos aparatos visuais. Não se apresentavam personagens elaboradas, apenas repetições. Com pequenas mudanças no enredo como sendo o ápice da nossa capacidade criativa. Os grandes escritores foram partindo e ninguém os substituía. Havia sim muito interesse pela leitura de seus trabalhos até um primeiro momento, mas ninguém se interessava pelos poucos que assumia o controle da pena e a partir de então a leitura também foi minguando.

O que ocorreu é que de alguma forma nós perdemos a nossa capacidade de criar. Não falo no sentido figurado, é real, uma deficiência que afetou a todos. De alguma forma não podemos mais contar histórias. Essa falta de criação se retro-alimentava livros deixavam de ser escritos e com isso leitores deixavam de ter sua imaginação e capacidade de escrever alimentadas, enquanto os jornais e revistas perdiam bons repórteres e também leitores.

O mesmo para filmes, novelas e séries, mas não era apenas nosso entretenimento e informação que estavam afetadas, mas também a nossa condição humana foi afetada - e esse é o mais grave - através da perda das histórias da humanidade. Elas não deixaram de existir, nos às conhecíamos, mas sem nossa capacidade de criar, as pessoas não conseguiam mais imaginar e deixavam de, no abstrato de sua mente, as vivenciar.

Deixamos de evoluir, não se tinha mais novas tecnologias sendo desenvolvidas, as viagens espaciais e os carros voadores nunca chegaram a ocorrer, pois perdemos a nossa fantasia. Então depois passamos a minguar, pois deixamos de compartilhar os nossos conhecimentos mais básicos. Já desaprendemos a ler, a escrever, a criar e então passamos a desaprender a cozinhar e a cultivar. Não sabemos mais como cuidar das nossas plantações, pois não compartilhamos os conhecimentos sobre como fazê-lo, não sabemos combater as pragas não temos mais os conhecimentos antigos da humanidade e não sabemos adquirí-los por conta própria, pois perdemos nossa capacidade de raciocínio.

Desprovido de nossas característica mais humana, perdemos também a nossa capacidade de convívio, não sabemos mais repassar tudo o que aprendemos como sociedade, não podemos ensinar e não podemos aprender nada novo e é por isso que registro esses fatos, como epitáfio de nossa espécie ou como registro de uma nova etapa.

9 de agosto de 2014

Postos de gasolina com telhados verdes.

Sempre que eu vejo um posto de gasolina, com toda aquela área de cobertura eu penso em como aquele espaço poderia ser melhor aproveitado como uma praça, uma área verde para as pessoas, nas cidades.

Acho que seria uma excelente forma de reduzir um pouco o prejuízo que o trânsito de carros trás para as cidades, transformar o posto em um lugar com telhado verde, que são apontados como uma excelente solução para o ambiente das cidades, proporcionam espaços mais agradáveis, reduto para aves, filtram a água da chuva e diminuem enxurradas e também proporcionam redução da temperatura (veja mais aqui: http://www.onedegreeless.org/home/home.html)



Indo além, seria uma excelente ideia transformar todos os tetos em tetos verdes, colocar um sistema de captação de água de chuva, que poderia ser usado para limpeza e descargas por exemplo.

por: Conrado Tramontini

1 de junho de 2014

Futebol é o ópio do povo?

Eu não sou um fã do futebol, nunca me importei muito com ele e já expliquei isso em "Até onde o futebol me importa". Esse desapego origina-se no ao fato de que eu associava o futebol a tão falada política do "Pão e Circo" e também ao fato de querer ver outros esportes terem maior atenção.

Com a proximidade da copa há uma vertente (em pequena escala, mas que faz se parecer gigante) de atacar o futebol, de desprezá-lo, grita-se o fato de um professor receber uma salário menor que o do Neymar, diz-se que o futebol aliena e o coloca como culpado por todos os nossos problemas e junto com ele a Copa.

Esse extremismo contra o futebol me incomodou tanto quanto o extremismo a favor, pois o futebol é uma característica cultural do brasileiro e é o seu maior entretenimento e condenar o futebol, exigir o seu banimento, é uma forma de querer anular ainda mais as culturas populares, retirar outro teco da nossa identidade, características já tão escassas no Brasil, exacerbando nosso "Complexo de Vira-lata", definido por Nelson Rodrigues na frase abaixo.
"o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima"
Se colocado da forma correta - como uma forma de entretenimento e não como a única forma, nem como a única coisa que importa - o futebol tem excelentes paralelos com nosso dia-a-dia e nossa política.

Uma excelente observação a ser feita é o quanto um bom líder, um bom gestor, pode nos levar ao sucesso: a seleção brasileira vinha apresentando resultados pífios sob a liderança do técnico Mano Menezes, até que ele foi substituído no final de 2013 pelo Luis Felipe Scolari (o Felipão). Em 6 meses Felipão conseguiu mudar completamente o desempenho da seleção, conquistando a Copa das Confederações. Esse exemplo se repete nos clubes, nas presidências dos clubes e para além deles, na gestão privada e pública.

Outro ponto a ser levantado é que estudos comprovam que o resultado da seleção na Copa do Mundo não afeta o cenário político:

  • 1970, Seleção ganhou: Governo Militar foi retirado; 
  • 1998, Seleção perdeu na França: FHC reeleito; 
  • 2002, Seleção ganhou no Japão/Coreia: FHC não foi reeleito e o Lula venceu;
  • 2006, Seleção é derrotada na na Alemanha: Lula reeleito;
  • 2010, Seleção perde outra vez na África do Sul: Dilma (do mesmo partido do Lula) é eleita.

Em 2014 a Copa traz o novo fato de ocorrer no Brasil, então apesar de a seleção não estar relacionada ao cenário político, não sei traçar um paralelo quanto a organização do evento e ações relacionadas a ele, que são indicadores diretos da capacidade dos governos atuais.

O que falta é envolvimento para que as coisas sejam feitas da forma correta, eu já disse que "Manifestar-se é um início, mas não é o agente de mudanças". Pois só nos momentos finais que as manifestações foram feitas e parece que apenas uma parte está contra a Copa no Brasil e portanto ela será uma realidade. Sempre disse que já recebi convite para inúmeras manifestações, mas só agora recebi um convite de um amigo para um grupo de idéias, o que me leva a entender que essas pessoas querem aparecer e não se importam muito em melhorar nossa sociedade.

Para encerrar, não considero o futebol o vilão de todos os nossos problemas, pelo contrário acredito que ele pode nos dar paralelos muito interessantes e nossos problemas são sim resultado direto de nossas ações, como no paralelo que fiz com as manifestações em Kiev; Eu acredito que temos outras prioridades além da Copa, mas não devemos ser tão singular a ponto de focarmos apenas em um tema, principalmente se não o fizemos no passado.

O Neymar é um garoto propaganda, que vende produtos através do futebol, para milhões de pessoas, nos momentos que ele aparece algo pouco além de 90 minutos, acho um absurdo o salários dos jogadores, mas é comércio. Um professor é uma categoria que envolve muitos profissionais (talvez milhões) que trabalham  com educação para um número centenas de pessoas. A comparação do salário, apesar de muito bem vinda, não é "honesta".

Realmente, culpa de o Neymar ser mais importante que um professor, não é dos governos, é nossa!  


por: Conrado Tramontini

24 de maio de 2014

Captar a água da chuva e distribuir na cidade é uma ajuda viável?

O texto a seguir pode parecer ingênuo, e até infantil, mas eu penso que pode vir a inspirar algo útil também.

Há décadas que  enfrentamos sérios problemas com a água, chove em excesso e falta água potável, o que é um contrassenso absurdo, mas o grande problema é que a chuva não cai mais onde estão os reservatórios.

Por algum tempo eu fiquei pensando nesse problema e me veio uma "possível" (entre aspas, pois pode ser ineficiente) forma de reduzir um pouco esse impacto. Na rua onde eu cresci havia um estação da Sabesp, com aquela conhecida caixa d´agua em forma de funil.


Eu, em meus tempos de garoto, sempre via isso realmente como um funil que captava água da chuva. E agora pensei que realmente poderiamos espelhar grandes funis pelos bairros de São Paulo, de forma a captar uma grande quantidade de água da chuva, para que sejam reservadas e tratadas, não escorrendo pelas vias públicas e podendo ser reutilizada em períodos de escassez, mesmo que não sejam enormes reservatórios, seriam fontes alternativas espalhadas pela cidade.

Ficando acima do nível do solo, garantiria a captação apenas da água da chuva, que ainda não tivesse contato com o solo e com o lado interno em escada, permitiria a limpeza frequente.

Para verificar a viabilidade, busquei algumas contas simples que me dessem uma idéia sobre quanta água seria possível captar assim, e foi aí que veio uma decepção.

Pelo Google Maps, verifiquei que um reservatório desses tem algo próximo a 20m2 e com uma méida de chuva em 100mm por dia, conseguiria captar algo perto de 2.000L de água, o que me parece pouco.


Mais tarde entendi que não precisava do Funil, poderia usar a superfície do reservatório como captador, com uma área de aproximadamente 100m2 (muito menor que um campo de futebol) captaria, em uma chuva de 100mm em um dia, um volume de 10.000L, o que já me parece mais interessante.



Um campo com uma área de 4.000m2 captaria 400.000L de água, em um dia de 100mm de chuva, que deixaria de escorrer pelas vias e poderia ser utilizada futuramente. Considerando o período do verão, que chove diariamente, acredito que podemos afirmar que em um mês teriamos 1.200.000L captados.

Essa não seria nem de longe a solução definitiva, mas reservatórios como esses, colocados em lugares estratégicos da cidade, diminuiriam o volume das enchentes e permitiria o uso dessa água em algum momento quando fosse necessário.

Um sistema em escala menor poderia ser utilizado em prédios e casas.

De novo, é uma solução simples, ingênua e até mesmo infantil, mas que pode levar a outras opções.






por: Conrado Tramontini

10 de maio de 2014

Sou veementemente contra a Dilma ser re-eleita em 2014. Sou reaça?

As eleições estão próximas e com isso vem crescendo as ações de críticas, debates, acusações e todo um conjunto de ações para provar que A é melhor que B. Algumas das ações que o governo atual (PT / PMDB) faz constantemente, que é comparar cruamente a situação atual com a situação passada. Um dos movimentos do atual governo PTista é culpar o resultado do governo anterior (FHC - PSDB).

Na minha análise, essas comparaçõe criam sofismas - verdades criadas para confundir - uma vez que são feitas fora de contexto, como explico a seguir:

Quando o governo atual compara indices como desemprego e inflação do governo atual, com os indices do governo de FHC (PSDB) há 12 anos atrás. Nesses comparações cruas são excluidos do contexto o fato de que foi o plano real que permitiu uma estabilização da economia brasileira e que permitiu ao governo Lula fazer os investimentos que fez (alguns extremamente exagerados e desnecessários como sabemos hoje). O plano real começou a ser criado por FHC ainda quando ministro do governo de Itamar Franco (anterior ao de FHC).

Outro ponto é a metodologia usada, o IBGE no atual governo atual (PT / PMDB) compara os dados de desemprego sem levar em consideração a metodologia. Isso ocorre muito em comparação com o desemprego nos Estados Unidos. Aqui a pesquisa do IBGE considera como desempregado quem está em idade de trabalho e está procurando um emprego. Veja bem, se você tem idade para trabalhar, mas está dedicado aos estudos e não pretende trabalhar, você não é considerado desempregado pelo IBGE. Já nos Estados Unidos o indice de desemprego considera quem está em idade de trabalho, mas não trabalha, independente de estar ou não procurando emprego.
Obs: Não pesquisei como era considerado o índice no governo anterior do FHC/PSDB.

Além da metodologia, o governo atual (PT / PMDB) insiste em "reclamar" que muitos problemas atuais existem por falta de investimento no governo anterior (FHC PSDB). Essa afirmação, em meu entendimento, ultrapassa o limite do ridículo. O PT está no governo por 12 anos seguidos, e gozou de uma situação econômica muito melhor que a anterior, e reclama que o FHC não realizou obras nos 8 anos de mandato que teve (há 12 anos atrás), com uma situação política e ecônomica ruim.
Em outras palavras, a afirmação do governo atual quer dizer que em 12 anos - em condições melhores - o PT não teve condições de fazer algo que queria que FHC tivesse feito nos 8 anos, para que ele pudesse apenas aproveitar do legado.


Eu já disse aqui antes, o Brasil está bem por causa dos brasileiros que lutam apesar do peso do governo. Até algum tempo atrás eu insistia em dizer que a Dilma era determinada e executora e que o peso era a cama de gato que o partido criou, eu a via como algo apartado do partido, mas hoje minha percepção mudou. Ela é tão parte disso como todo o resto e seus aliados como o PMDB também.

O governo insiste em se nivelar por baixo, comparar os problemas de fora com os daqui, dizer que tudo bem haver desemprego aqui, pois há nos Estados Unidos, ou em países da Europa, mas novamente se esquece do contexto e todos os outros indicadores desses países.  Era para estarmos muito melhores e não estamos porque as políticas do PT (e aliados) são lastros que nos mantém embaixo, enquanto fazemos o maior esforço para vir a tona.

São sim mal governantes, mal gestores e até mais, são muito corruptos. Se a afirmação de que todos os partidos eram iguais, que todos eram corruptos, era uma verdade, o governo PT conseguiu estabelecer um patamar muito mais elevado.

Por fim, sou veementemente contra a Dilma re-eleita (ou o PT ser eleito) em 2014.

Não, não pensem que sou gado, que estou seguindo a tal "imprensa golpista", tudo o que digo aqui é baseado em muito exercício, muita observação, pesquisas, debates e etc. Essa teoria de imprensa golbista é balela, outra inverdade de quemcrítica a imprensa para a desacreditar e esconde as suas verdades e tentar contar as mentiras que inventam.

Eu penso que tenho ainda mais liberdade para afirmar isso pois em 2002 eu considerei que 8 anos de governo para o PSDB era tempo demais para que o partido se acostumasse, se tornasse moroso e até mesmo tempo o suficiente para que ele tirasse proveito da situação, portanto em 2002 eu votei no Lula, para que tivessemos um governo com idéias diferentes e foco em outros temas que não os mesmos do governo anterior, para que fosse novo, pois a liderança tem que ser incomoda e não habitual. Seguindo a mesma tendência, fui contra a sua reeleição e a eleição de Dilma, e agora mais do que nunca, sou contra um novo governo do PT. Gostaria de mudanças no governo do estado, mas por todo o resultado ruim que PT e PMDB apresentou em Brasília e pelo resultado de sua gestão no ministério da saúde, sou contra o governo do Padilha (PT). Simpatizo muito com o trabalho do Skaf (PMDB), mas não aceito o seu partido.




 
(Foto feita em 2002, no dia da eleição, a camisa vermelha foi ao acaso, mas no bolso está um adesivo da campanha de Lula) 

por: Conrado Tramontini

2 de maio de 2014

Eu disse #somostodosmacacos, mas seria possível dizer #somostodosgays?

Depois da atitude do jogador Daniel Alves, de descascar e comer uma banana que arremesasram a ele em um jogo na Espanha, depois de mais uma de uma série de atitudes racistas, muitas pessoas seguiram em uma manifestação coletiva através da hashtag #somostodosmacacos, como forma de dizer que somos todos iguais.

Após isso surgiram alguns compartilhamentos de um post da Gretchen questionando por que as pessoas não usaram #somostodosviados para combater o preconceito contra os homossexuais.

Enquanto eu não teria nenhum problema em compartilhar algo assim, gostaria de mostrar como, apesar de parecido, a situação não é a mesma.

São frequentes os casos de ofensa racial, onde o agressor associa o alvo de sua agressão aos macacos, tentando alterar a sua espécie de Homo Sapiens, que é comum a todos os humanos.

Porém, se olharmos a classificação científica (que independe se você considera o evolucionismo ou o criacionismo), os Humanos pertencem a Tribo Homini, a mesma dos chimpanzés, e mais acima, estamos na ordem dos Primatas, onde estão classificados os macacos, símios além dos lêmures e, claro, os humanos.

Outra leitura é de que, sendo todos os indivíduos humanos da mesma espécie, ao afirmar que um humano é uma espécie de macacos, logo, todos são macacos.

Além da classificação científica, eu particularmente, acredito que nós e os demais primatas, símios e macacos, viemos de um ancestral macaco comum a todos e por isso podemos dizer que sim somos todos macacos.

Quanto a alegada afirmação da Gretchen, fala sobre uma forma de racismo orientada a sexualidade, ela está falando sobre algo que não é uma qualidade pertencente a todos os humanos, mas que não é comum a todos os humanos: a sua sexualidade.

Fisicamente, temos homens (que produzem o gameta menor) e mulheres (que produzem o gameta maior) mas quanto a orientação sexual (que é onde se enquadra a crítica), temos outros gêneros como hetero, homo, bi, pan e transexual, todos distintos.

Por isso a afirmação de que #somostodosgays não se enquadra na mesma situação. Mas o respeito, o tratamento, o combate e a punição devem ser o mesmo a todos os casos!

Macaco

ADENDO 1 - Religião

Fiz questão de ressaltar que a afirmação de que somos todos macacos, independe de você ser um evolucionista ou um criacionista, pois a classificação cientifica independe disso, pois estou ciente do argumento de que muitos refutam a ideia evolucionista pois a Bíblia diz que Deus fez o homem a sua imagem e semelhança.
Quando você diz que foi a Igreja, você simplesmente diz "eu fui a Igreja", ao invés de dizer "eu tirei o carro da garagem, segui pela rua X, virei na rua Y, contornei a praça A e cheguei a Igreja Z, certo?
Para mim, é o mesmo caso com a criação, a Bíblia não diz como foi o processo de criação, apenas disse que foi feita a criação.

ADENDO 2 - Publicidade

A notícia de que uma empresa de publicidade organizou a manifestação e de que alguém estava vendendo camisetas com a hashtag #somostodosmacacos, fez muitas pessoas refutarem o uso da mesma, porém a campanha "Vem para rua" foi criado para vender carros e acabou sendo usada para convidar as pessoas para manifestações onde muitas concessionárias foram depredadas.
Além disso, campanhas como a "Campanha do Agasalho" ou a "Doe Sangue" também foram idealizadas por publicitários e isso não faz delas campanhas negativas.
O importante é a mensagem que se quer passar. Ninguém é obrigado a pagar ou comprar nada.

p.s. o tal perfil da Gretchen é fake, usado para alguém que quer fazer a sua publicidade, arrecadando dinheiro com os seus compartilhamentos de qualquer besteira que ele publica.

por: Conrado Tramontini

21 de abril de 2014

Você crê no absurdo?

Eu não havia planejado escrever nada relacionado a religião, mas ao rever uma foto que fiz, de  um casal de amigos, que a muito tempo se dedicam de alguma forma a sua fé, o que inclusive levou os dois a se encontrar me senti compelido a falar sobre a sensação que tive no momento daquela foto, e em outros momentos.

A foto foi feita na capela de São Benedito e Sant´Anna, em Maresias; estávamos de férias na cidade e os dois estavam buscando uma capela para o Domingo e quando a encontramos, entraram para uma breve oração.

Aquela cena reforçou uma reflexão que tenho frequentemente, de que pessoas muito bem cientes e orientadas que são dedicadas a sua fé por uma razão pessoal, uma escolha consciente.
Dentre os vários momentos em que tive essa percepção, está o momento em que conversei com o pároco da igreja onde casei e as imagens do conclave para a escolha do papa, onde observei pessoas em diferentes situações dentro da igreja católica e que dedicam muito do seu tempo, de sua vida, a sua fé.

O escritor de "A vida de Pi" narra algo semelhante no livro, que inclusive o transcreve melhor do que eu conseguirei fazer aqui.

Hoje é fácil encontrar argumentos de que a fé, as crenças, deus ou deuses são apenas invenções humanas para que pessoas tenham poder sobre os outros, de que aquele que crê é um tolo, e de que o fato de a ciência é uma antítese a fé.

Mas quem coloca esses argumentos normalmente o faz de forma pública, como uma afirmação a si mesmo e a um público de sua sabedoria, mas de forma vazia, imposta e até infantil.

O contrário também é verdade, existem muitas pessoas professando sua fé aos quatro ventos, a impondo sobre os demais que, segundo a pessoa, estão fadados a danação eterna por não se comportar exatamente como ela.

Normalmente essas duas atitudes são as que ganham destaque pela sua voracidade, mas me parecem - ambas - alheias a realidade. Jack London escreveu em "Lobo do Mar" sobre a vida inspirar idéias santas em alguns homens, que faz com que outros vejam Deus, ou o inventem quando não podem vê-lo.
Isso tem acontecido com muita frequência para as pessoas que são muito pressionadas a encontrar um deus.

Eu fui criado com base no catolicismo, mas nada nunca me foi imposto, meu pai se diz uma pessoa cética e conhece muito sobre ciência e tecnologia enquanto minha mãe expõe sua fé com mais frequência, mas nenhum dos dois nunca nos impôs nada e nos deixou livres em nossa busca.

Para mim, a ciência e religião não são universos que se anulam, mas que coexistem de forma paralela. Cada um tem suas propriedades e características, quase que complementares. A ciência não vai explicar o espiritual, pois se houvesse explicação, seria ciência. Uma frase "Creio porque é absurdo", atribuída a Tertuliano, explica muito bem isso.

Eu ainda não sei definir no que creio e como creio, mas saber de coisas que a Lua - que foi gerada quando nosso planeta estava se formando, por uma colisão de um asteroide com a Terra, empurrado em um momento muito particular do nosso sistema Solar - é muito importante para manter a Terra girando de forma precisa e regular as marés, permitindo que assim exista vida, o Sol nascer dia após dia para nos aquecer, me parecem um milagre muito maior do que a maioria das pessoas esperam ver, para crer, e me trazem a sensação de uma orquestração muito maior do que o acaso possa fazer, e enxergar isso como uma constatação pessoal, me parece muito mais real e espiritual do que muitas pessoas tentam impor ou anular.

Eu ainda não sei no que creio, mas acredito nas ações tão pessoais e privadas como as de um casal de amigos, fazendo uma breve oração em uma igrejinha centenária a beira da praia em um passeio de domingo.

por: Conrado Tramontini

22 de fevereiro de 2014

Kiev parece brilhar aos olhos de alguns, mas esse é o mundo que criamos?

Meu pai diz que não devemos jogar pérolas aos porcos, concordo, mas acho que não se aplica nesse caso.
Eu vejo as pessoas vociferarem "Não vai ter copa!", e penso: Quem as autorizou a decidir pela maioria? Concordo que não deveria ter Copa, mas isso teria que ter sido feito lá atrás. Hoje é só oportunismo político que foi encrustado na cabeça da população - por ter uma raíz muito forte, correta e uma vontade real da população, mas tardia.

Devemos cobrar tudo isso! Devemos inclusive impedir que mais faraonismo seja feito, mas quebrar tudo, por fogo em tudo é também um faraonismo orquestrado para a mídia internacional - criticam tanto a mídia, mas se exibem para a internacional. Seria inanição ver coisas ocorrerem e pensar que se resolverão por si só, e se não se resolverem?


Eu penso que, se eu tenho uma opinião, eu preciso manifestá-la, principalmente quando vejo coisas com as quais eu decididamente não concordo.

Eu vi algumas (excelentes) fotos  sobre Kiev (http://www.bitaites.org/fotografia/batalha-de-kiev-em-10-fotos) e li os comentários - eles são mais impressionantes que as fotos - e me faço sempre a mesmas perguntas: 

A culpa é sempre dos outros né? Obama, mídia, sistema, povo burro, uma força maior…

Quem disse que a polícia não percebe que ela tbm faz parte do povo? E se ela percebe, se ela conhece, e não concorda?

Fala-se da mídia, que a mídia tende para A, para B, para C … logo, se a mídia “tende” a todos os lados, sera que ela realmente tende para algum lado?

Eu vejo essas manifestações, muitas … já recebi 200 convites de manifestações, mas nunca recebi um único convite para propor soluções.

Lavagem cerebral? Acho que vai depender do quanto vc quer ser influenciado (mas aí dirão que a maioria do povo é manipulável…) tá cheio de gente por aí com saudade de MMDC, da revolução, da bastilha, da ditadura, achando os Anonymous um deuses, achando os BlackBlocks os imperadores da Anarquia – que entende que o povo se governará, mas eles fazem o que querem sem consultar ao povo – e por aí vai.

Vivemos um momento em que, porque sentimos falta de fazer algo maior nos revolucionamos, ao invés de fazer algo maior …

Essas fotos de Kiev não me parecem mostrar um mundo melhor, mas sim um mundo pior. Entendo que a Ucrania tem sérios problemas e que talvez tenham chego ao limite, mas ainda sim, não me parece o mundo que eu quero criar …


por: Conrado Tramontini

19 de janeiro de 2014

Sobre a geração nem-nem e até os rolezinhos.

Vou pegar o gancho dos rolezinhos para falar de algo relacionado, mas não restrito a eles, abrangendo também a tal geração "nem-nem" - nem estuda, nem trabalha - e traçar um comparativo com a minha juventude. Não penso que esse pessoal que organiza os "rolezinho" estão completamente errados. Todos nós já fizemos rolezinho, mas em sua forma crua. O que vem depois que o rolezinho toma corpo é que é o problema.

Sempre fui a favor da mulecada brincar, sair na rua, se divertir - gazetear como já ouvi - mas isso tem um limite que é o respeito pelos outros.

Mas ocorre que estão estendendo e generalizando a questão. Tem gente que acha desculpas nisso - falta isso, falta aquilo. Realmente falta, mas os melhores momentos de minha juventude ocorreram nas ruas, muitos até, na frente da minha casa.

Outros acham oportunidades de explorar isso politicamente - são pretos, são probres, são da periferia, etc. Realmente são, mas a maioria dos jovens que frequentam os shoppings - como o Itaquera e o Tatuapé - também são!

Obs: Aqui ainda me espanta outro ponto: Se as pessoas pobres são discriminadas, o branco pobre é mais discriminado ainda!

Ontem eu estava no Shopping Anália Franco (um Shopping mais requintado, mas nem tanto) e me coçava para não tirar foto da mulecada que estava lá - como sempre estiveram - não tinha brancos e negros, pobres ou não, todos juntos, sem NENHUM problema.

Um desses rapazes do rolezinho disseram gastar todo o salário (não me recordo, mas era algo como R$400,00) em roupas, bonés e etc. Esse é outro ponto que me chama muito a atenção - e é um ponto que eu pego mal com o funk e outros tipos - é esse incentivo ao consumo. Fazemos isso logo ao mencionar "pobre", "uns com muito, outros com tão pouco", "distribuição de renda", estamos falando de posses, de quem tem o que e isso é realmente importante? O problema não é o cara ser pobre ou rico, acho que o grande problema é a desigualdade social, a falta de estrutura.

Esse conceito faz parecer que precisamos ter um iPhone, uma TV gigante e coisas do tipo. Não é isso, o que todo mundo tem que ter é condição social. Água encanada, esgoto tratado, qualidade de vida, transporte, acesso a serviços de saúde, roupas sim, comida sim, acesso a lazer de qualidade ... resumindo, dignidade e respeito! Um iPhone não traz isso para ninguém.

Lembro das fotos de quando o meu pai era criança e morava em um cortiço, ele sempre me falou que meu avô o levava para trabalhar desde cedo e ele sempre estudou muito e começou a trabalhar desde cedo e partindo daí criou 3 filhos. Lembro quando ele tinha um Corcel azul e o esforço que ele fazia para nos dar boa condição de vida e isso quer dizer roupas, uma casa alugada, comida e nada luxuoso.

Meu pai sabia quais eram as prioridades em 10 anos talvez pudesse trocar o carro, presentes só nas data. Nunca foi de comprar coisas para ele, muito menos novidades. Minha mãe costurava muito de suas roupas e cortava nossos cabelos.Certa vez eu pedi algo a ele e quando eu cobrei eu disse "mas você prometeu!" eis que ele me respondeu "então estou desprometendo". Vendia as licenças a que tinha direito. Mas sempre nos incentivou a trabalhar e estudar.

Foi seguindo assim que conseguiu pagar escola e depois a faculdade para todos nós. Trabalhou muito, mas nunca deixou de nos ensinar, educar e corrigir. Meus pais sempre fizeram questão de ser o mais íntegro que pode, virava horas nos ensinando. Erraram, sim, com certeza em muitos momentos e até os seus erros nos ensinavam muito, com os erros eu via o que eu queria para mim e o que eu não queria, então não é porque eles faziam algo que eu faria também, a decisão é nossa.

Certa noite, meus pais estavam brigando com minha irmã na sala da casa em que morávamos, eu e meu irmão corremos para lá, só para assistir. Nos ferramos, entramos na dança. Outra vez eu e meu irmão estávamos brigando e meu pai deu uma lição nos dois, aquilo me chateou muito, por obrigar meu pai a passar por aquilo, como no casa em que, com algo em torno de 15 anos irritou muito minha mãe, a ponto dela me dar um tapa. Claro que nem senti o taipa, mas eu, um marmanjo com 15 anos levar minha mãe a aquele ponto me fez chorar copiosamente.

Quando minha irmã engravidou aos 15 anos, a primeira coisa que fez foi arrumar um emprego para mim, então com 14 anos eu passei a, ao sair da escola, atravessar a cidade em que eu morava (30 mins de caminhada)  para um escritório onde certamente eu aprendi muito e cresci - foi um divisor de águas sem dúvidas - mas também nunca deixei de me divertir. Desde então eu sempre trabalhei, mas sempre tive tempo para brincar com meus amigos na rua, em casa, na escola, onde fosse.

Outra coisa que aconteceu foi que meu pai comprou um terreno para construir uma casa para minha irmã. Todo final de semana eu, meu irmão (12 anos) e meu pai iamos as 07h da manhã para esse terreno construir a casa que seria da minha irmã.

Nenhum de nós cresceu revoltado, muito pelo contrário, todos os dias eu penso como eu posso contribuir para um bairro melhor, uma cidade melhor, um país melhor. uma sociedade melhor e uma humanidade melhor.

Meus país nunca impuseram filosofias, religiões ou ideologias, ao invés disso, nos ensinaram a aprender e pensar, a participar e cobrar. Ensinaram o certo e o  errado. Desafios e barreiras existem e talvez para mim seja mais fácil falar, meu pai talvez possa enxergar isso diferente, pois eu cresci sobre os seus ombros, mas mesmo pensando a partir do ponto de vista dele, vejo muito desses argumentos - de que falta isso, de que a elite ou o governo aquilo - apenas como muletas.

Sou a favor de o adolescente ter direito a trabalhar e tem que estudar, acho que os governos tem a obrigação de fornecer estrutura para todos e sei que ainda falta muito - inclusive trabalho - mas isso nunca foi abundante nem para o meu pai, nem para mim. É necessário suar e buscar, usar a energia para nos desenvolvermos.

Não é o que você tem, mas o que você faz e me parece que ainda tem gente que está preso nisso. Eu estou escrevendo isso na esperança de que possa mostrar um caminho a alguém, nunca foi fácil, mas se quer mudar é assim que será.

P.s. depois de escrever esse texto, cheguei a conclusão que o que esse pessoal procura e precisa, não está nas ruas - nem nos shoppings - está em casa, não necessariamente a casa, mas onde seja um lar.

por: Conrado Tramontini

21 de dezembro de 2013

15 de dezembro de 2013

Para aproveitar melhor: Faixa de ônibus para as motos.

Via twitter, enviei uma mensagem a CET sugerindo que libere as faixas de ônibus para as motos.
Isso por alguns motivos: As motos usam os corredores entre os carros, espremendo os carros de um lado enquanto os ônibus espremem de outro; Existe um intervalo de ônibus em que as faixas ficam ociosas; tirando as motos dos "corredores" diminue-se o número de colisões carro-moto que aumentam os congestionamentos; enquanto as faixas estão vazias, são usadas por espertinhos e a CET não tem capacidade de fiscalizar todas o tempo todo; e por aí vai.


Riscos para as motos? Avalio que menores do que nos "corredores". Elas são mais rápidas que os ônibus então não atrapalharam os ônibus; ao ultrapassar um ônibus, mudam de faixa - muito melhor do que o "corredor", então acredito que não trariam impacto e além disso, diminuindo a ociosidade da faixa, evita-se os espertinhos.

A resposta que recebi da CET foi que "as faixas são exclusivas dos ônibus". São mesmo?
Alguém concorda? Se concordarem, sugiram o mesmo a CET.

por: Conrado Tramontini

4 de dezembro de 2013

É tudo mentira, é tudo verdade?

Existe um fenômeno - se é que se pode chamar assim - que pode ser percebido por aí, que é o ato de se desacreditar nas coisas "oficiais".
Nada mais é real. Jornais, revistas, Tevês, diz-se que tudo é comprado e manipulado. Tudo faz parte de um grande esquema mundial.
Para as pessoas que pregam isso a verdade está - pasmem - em um grupo anônimo, em uma postagem de Facebook.
Até entendo a desconfiança de que valores e ideologias pessoais podem estar fazendo a tinta ficar mais carregada, mas até hoje a maioria dos que bravateiam manipulação, nunca tiveram argumento para negar que a matéria tenha sido verdade.
Eu fico realmente irritado com esse movimento "mate o mensageiro" que encobre a verdade fingindo arruinar a mentira e caminha ao lado de culpar os subjetivos "sistema", "mídia" e até o tal do "povo burro" isso terceiriza a nossa responsabilidade.
A culpa não é dos outros, é nossa.

O esperneio do momento ainda permanece sendo o julgamento do Mensalão.

Dizem que Joaquim Barbosa fez um espetáculo. Que ele manipulo.
Ele? Ao que acompanhei, todos foram acusados, defendidos, codenados, embargados, revistos e por fim tiveram suas sentenças definidas por um colegiado, por 12 ministros, juízes do Supremo Tribunal Federal, e não apenas por Joaquim Barbosa, que se absteve do direito de impor sua vontade.

Outra coisa é que dizem que tudo foi feito pela mídia, pela burguesia.
Então todo mundo mentiu, acusação, juízes, jornal, rádio e Tevê. Todos mentiram, menos os coitados que foram julgados culpados pelo tal colegiado? Só eles dizem a verdade. Inclusive aquele que após tudo isso, recebeu uma proposta para trabalhar num hotel muito suspeito.

É como a história de dizer que a ida do homem a lua é uma fraude. Apresentaram vários "fatos" para provar isso. Houve vários argumentos derrubando esses "fatos", mas dia desses li o principal deles: A União Soviética (na época), estava em uma corrida espacial com os Estados Unidos, monitorando fortemente tudo o que ocorria e conseguia interceptar e identificar a origem de toda a comunicação.
Se a ida a lua, transmitida ao vivo, fosse uma farsa, a União Soviética seria a primeira a gritar.

Se algum meio de comunicação publicar uma matéria falsa ou mentirosa, cabe um processo dos bons. Isso é completamente cabível, e não, não configura censura.

por: Conrado Tramontini

12 de setembro de 2013

Defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo...

Eu definitivamente sou um filósofo de chuveiro. É durante o banho que tenho idéias que mais acho interessante, porém as perco porque molho o papel em que as anoto.

Foi em um momento desses que lembrei da frase de Pitágoras que diz:

 "Não é quem disse, mas o que foi dito"
Sábio Pitágoras né? Se você disse "sim" eu fico orgulhoso, porque Pitágoras nunca disse isso (eu acho) essa frase é minha e foi pensada em um desses grandes momentos de assepsia e esfoliação.

Vou repetir para garantir, anota aí que o crédito é meu!

Por quê toda essa baboseira? Porque hoje li uma matéria da Superinteressante (Eles nunca disseram isso) sobre frases célebres que nunca foram ditas e isso vai muito de encontro com o tal pensamento que tive.

Nas redes sociais da vida, vemos muitas pessoas repetindo uma frase - ou criando textos novos - só por conta do nome entre parenteses.

Quantos Veríssimos ou Jabors correm solto por aí sem realmente sê-los.

Ou seja, se Einstein alguma vez disse uma bobagem imensa, todo mundo vai abraçar só porque foi ele quem disse, já se o Zé da esquina disser algo que pode mudar o mundo, ninguém replicaria porque o autor não é famoso.

E não deve ser assim. Não aceitem "carteiradas" e pensem mais no conteúdo (da mensagem, não da carteira).

por: Conrado Tramontini

7 de setembro de 2013

Manifestar-se é um início, mas não é o agente da mudança.

Essas pessoas não vão mudar o Brasil.

O que vai mudar indo em direção ao desfile do 7 de Setembro ou em direção a polícia?

Qual o objetivo, a pauta ou a revindicação a ser feita a polícia ou ao desfile?

Essas pessoas estão buscando o conflito e isso não vai mais levar a lugar algum.

Antigamente derrubaram a bastilha e o muro de Berlim pois eram edificações que representavam o tema ao qual o povo era contrário As pessoas só estão agendando manifestações.

Já recebi muitos convites para manifestações, para parar o Brasil, mas não recebi nenhum convite para um debate, para encontrar soluções reais para os problemas.

Estamos apenas nos esperneando e não pensando e trabalhando.

Eu falo e escrevo sobre isso a muito tempo e tenho percebido que existem mais pessoas conversando sobre isso, mas a grande maioria só quer ir para a rua protestar.

Tenho colocado muitos argumentos como esses nos grupos dos protestos expondo minhas idéias e convidando a todos para pensarem nesses pontos e agirem também pelos outros meios, para não apenas revindicarem e terceirizarem as ações aos políticos, mas para agirem.

A mudança dará pela mudança de comportamento e por uma participação real do povo em corrigir os problemas.

 por: Conrado Tramontini